6º Colóquio Anual da Lusofonia, 3-5 Outubro 2007
O Presidente da Comissão Executiva
J. CHRYS CHRYSTELLO
ACL Mentor University of Brighton, UK (Information Technology Research
Institute,). e
Reviewer Helsinki University Finland (Translation Studies Department
Publications)
Telefone: (351) 296 446940
Telemóvel: (+ 351) 91 9287816 / 91 6755675
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E-mail: coloquioslusofonia@gmail.com lusofonia@sapo.pt
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Local do colóquio: CENTRO CULTURAL MUNICIPAL (Anfiteatro) Praça da Sé

Temas:
1. Língua Portuguesa no século XXI: a variante brasileira rumo ao futuro.
subtemas:
1.1. De variante a língua própria. Riscos reais duma separação das
variantes. A agenda para as próximas décadas .

1.2. A situação da língua na CPLP e outros fora na perspectiva do Brasil.

1.3. O presente e o futuro da lusofonia: Europeia ou Sul-americana?
Vantagens e desvantagens. Análises comparativa e contrastiva.

1.4.- Literatura em língua portuguesa: devem traduzir-se as variantes?

1.5. – Para que serve um Acordo Ortográfico? ninguém o quer e ninguém o
cumpre?

2. Homenagem a Miguel Torga no centenário do seu nascimento
No dia 12 de Agosto de 1907 nasce, em S. Martinho de Anta,
Adolfo Correia Rocha que se viria a inscrever no panorama cultural com o
nome de Miguel Torga. Contista exímio, romancista, ensaísta, dramaturgo,
autor de mais de 50 obras publicadas desde os 21 anos, estreou-se em 1928
com o volume de poesia Ansiedade. Também em poesia, publicou, entre outras
obras, Rampa (1930), O Outro Livro de Job (1936), Lamentação (1943), Nihil
Sibi (1948), Cântico do Homem (1950), Alguns Poemas Ibéricos (1952), Penas
do Purgatório (1954) e Orfeu Rebelde (1958). Na ficção em prosa, escreveu
Pão Ázimo (1931), Criação do Mundo. Os Dois Primeiros Dias (1937, obra de
fundo autobiográfico, continuada em O Terceiro Dia da Criação do Mundo,
1938, O Quarto Dia da Criação do Mundo, 1939, O Quinto Dia da Criação do
Mundo, 1974, e O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981), Bichos (1940), Contos
da Montanha (1941), O Senhor Ventura (1943, romance), Novos Contos da
Montanha (1944), Vindima (1945) e Fogo Preso (1976). É ainda autor de peças
de teatro (Terra Firme e Mar, 1941; O Paraíso, 1949; e Sinfonia, poema
dramático, 1947) de volumes de impressões de viagens (Portugal, 1950; Traço
de União, 1955) e de um Diário em dezasseis volumes, publicado entre 1941 e
1994. recebeu os Prémios: Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional
de Poesia (1977), o prémio Montaigne (1981), o prémio Camões (1989), o
Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o
Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).
Trás-os-Montes é, segundo Torga, um “Reino Maravilhoso” que
todos podem ver, desde que “os olhos não percam a virgindade original diante
da realidade e o coração, depois, não hesite” .Não é só neste texto que
Torga confere importância à sua região natal e a recria. Há muitas outras
produções nas quais o espaço transmontano se encontra presente.
Trás-os-Montes, província natal do autor, foi elevada Por Torga à categoria
de mito; cantada em muitos dos seus poemas, transfigurada em A Criação do
Mundo, ilustrada pelos Contos e Novos Contos da Montanha, analisada no seu
Diário. Esta região é ainda tema de dois textos eloquentes, um deles em
conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro, publicado em Traço de União,
onde se encontra um dos aforismos torguianos – “o universal é o local sem
paredes” -, e um outro texto, que figura no volume Portugal, cujo título se
tomou toponímico para os Portugueses: “Um Reino Maravilhoso”.Torga, nunca
esqueceu a sua origem transmontana e humilde, de filho de gente do povo.
Marcado pelas dificuldades que passou na infância e na adolescência e pela
vida dura que via à sua volta, em grande parte das pessoas da sua região,
serviu-se da pena para lutar e defender os direitos e a melhoria das
condições de vida do homem, chamando a atenção para o que de errado lhe
parecia existir à sua volta, situando espacialmente muitas das suas criações
na região transmontana. Adolfo Rocha cedo teve de deixar Trás-os-Montes. O
precoce e forçado abandono da aldeia e da região natal deixou marcas
profundas no seu espírito, sobretudo pelos motivos que estão na génese desse
afastamento da sua terra: a carência de recursos económicos e a consequente
falta de perspectivas de continuar os estudos. Estes dois factores estiveram
na origem do rumo que a sua vida tomou depois de fazer a instrução primária
e que Torga tão bem transpôs para A Criação do Mundo – os dois primeiros
dias:

3. Tradução: Estudos de Tradução
subtemas:
3.1. Tradutores ou Traidores?

3.2. Novas metodologias de ensino

3.3. Perspectivas

4. Este ano é lançado o I Prémio Literário da Lusofonia (VER REGULAMENTO na
nossa página)